TRABALHO PARA CONSEGUIR DINHEIRO
Uma galinha, dois pombos, folhas e sementes de ewe ewe, uma espinha dorsal de um peixe fresco, penas dos bichos do ebó, os miolos dos bichos e suas cristas, terra de casa, terra de 16 esquinas, terra de mata recolhida ao meio-dia, terra de cemitério recolhida à meia- noite e feijão fradinho. Prepara-se ekurú, olelé, acarajé e acaçá.
Faz-se o ebó e coloca-se todo o iyefá do opon num prato com ekurú. Oferece-se olelé, acaçá e acarajé a todos os Orixás.
Sacrifica-se a galinha a Elegbara e os pombos a Osain.
Com as cabeças das aves, a espinha do peixe, as folhas, as sementes e o iyefá, monta-se um amuleto que deve ficar atrás da porta de casa, coberta por um ramo de folhas de ewe ewe.
Come, de vez em quando, com Elegbara e com Osain.
TRABALHO PARA CONSEGUIR DINHEIRO
Sacrificam-se dois pombos no alto de uma montanha para ela (a montanha). Pega-se as cabeças dos pombos, seca-se, faz-se pó e se mistura com pó de ejá, de ekú, de efun, de aridan, de pixurim, de folhas e sementes de maravilha, de espinha de peixe fresco e de carvão. Depois de tudo bem misturado, coloca-se num saquinho de pano preto e branco e pendura-se atrás da porta de casa.
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OKARANTURA OKANATURALE
REZA DE OKANATURALE
Okanaturale Ifá Ire Okana nimaseku logueni Olorun ami binú kaferefun Olorun ati Orunmilá. Adifafun Obatalá ati Oxun.
Este Odu é filho de Okanran e Otura.
Assinala dívida e falta de respeito com os Orixás.
Aqui fala a vespa que, logo após nascer, separa-se dos pais. Assinala separação em
família.
Os ramos se separam dos troncos, os filhos se separam dos pais, os afilhados se separam do padrinho.
A folha deste Odu é tua-tua (Jatropha gossyputifolia, Lin.).
Por não ter feito o ebó determinado por Orunmilá, tudo o que a boca come com muito gosto, é expelido cheio de impurezas.
A boca não fez ebó por considerar-se muito necessária e por este motivo foi desprezada por todo mundo.
As vespas gostavam muito de dançar e, quando iam ao baile, apertavam de tal forma a cintura, que a barriga saia por baixo.
Quando este Odu surge para uma mulher fala de rompimento do útero. Assinala aborrecimentos com vizinhos por causa de inveja.
Manda comer devagar para evitar problemas estomacais.
A pessoa não deve aceitar convites sem antes fazer ebó, porque pode adoecer e ficar inutilizada de duas coisas.
Não deve mentir.
A pessoa não faz nada indicado pelos Orixás para não gastar o seu dinheiro. Tem que ter cuidado com a avareza.
Nada do que come para no seu estômago.
Tem mau gênio e fala mal de tudo. Tem uma obrigação pendente.
Tem um mal na boca, padece dos dentes e da garganta. Se não se cuidar sofrerá conseqüências graves.
Não deve ingerir bebidas alcoólicas.
Assinala cirurgias no estômago, duodeno ou vesícula biliar. Tem que ter cuidado com amarrações.
Três pessoas zombam dela, tem que fazer ebó para que isto tenha um fim. Cuidado com mulheres que não são donzelas e fingem ser.
Pode se ver enredado por uma relação amorosa e assumir a culpa do que não fez. Tem que assentar Orunmilá.
Possui um cacoete ou um tique nervoso. Tem feitiço feito por uma mulher.
Neste caminho a pessoa se comunica com seu Guia Espiritual e deve invocá-lo na alegria e na dor.
Tem que usar uma cinta verde.
Tem que oferecer um galo à sua cabeça.
Não pode comer agbéye (Citrullus citrullus, Lin.).
Este Odu é caminho de Xangô, Yemanjá e Elegbara. Fala da formação da Terra e de sua separação do Sol. Por este caminho fala a vespa, que é bicho venenoso.
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OKARANRETE OKANAWETE
REZA DE OKANRANRETE
Okanawete Okanran beko ejá okó bebere koféobafun okú Iyá aro ikofé odo lorun axaiye ekú, ejá, otá, lagoni lodafun Ogun kaferefun Obatalá.
Este Odu é filho de Okanran e Irete.
Aqui nasceu a arte dos entalhadores de madeira.
Foi neste caminho que a mulher do ganso se apaixonou pelo pavão real. Por este motivo, o ganso incendiou o pavão real.
Para Ire aje coloca-se um abano de penas de pavão real diante dos Orixás. Não se come milho nem creme de arroz.
Tem que dar comida à cabeça.
Fala da guerra entre o tico-tico e o ganso. Todos os pássaros comem arroz, mas só o tico-tico leva a culpa. Quando surge este signo em Awofakan ou Ikofá, a pessoa tem que dar um ganso ao seu Elegbara e fazer Orixá.
Quem é deste signo tem que ter cuidado com seus filhos e consagrá-los a Xangô para não perdê-los na medida em que o seu poder aumentar.
Pode sofrer um acidente mortal.
É o Odu da grandeza obtida com muito sacrifício. Para tanto, tem que sacrificar um etú em nome de seu filho. Depois, com o ori do etú, faz-se uma segurança.
Não deve dar nenhuma de suas roupas, pois a sua sorte muda para o lado do presenteado.
Aqui nasceram os calafrios.
Coloca-se um leque em Oiyá enfeitado com penas de pavão, de ganso e peru.
Neste signo, para que o casal não se separe, tem que dormir; um, virado para a cabeceira e o outro para os pés da cama.
Tem que colocar uma cabaça para Osain com água de ekó.
Tem que sacrificar um pombo para Osain e para Ogun. Tomar borí com dois obís.
Oferecer dois cocôs para Xangô.
Oferecer, para Xangô, um galo cego de uma vista antes que passem sete dias desde quando surgiu o Odu.
É um signo de vida longa, com muito governo e grandes segredos.
Aqui o homem induz a mulher à prostituição e a explora. Quanto mais ela lhe dá, mais ele quer e, por isto, agride-a publicamente.
A pessoa é tão nobre que prefere viver entre os mais humildes, por isto suas qualidades não são reconhecidas.
Não é orgulhosa e suas virtudes provêm de seu astral.
Com o tempo, seus próprios inimigos irão reconhecer suas qualidades e recorrer aos seus préstimos.
Neste caminho a própria família e os amigos mais chegados traem a pessoa. A pessoa não deve contar com seus familiares para nada.
Bruxaria não o mata. Cachorro não come cachorro.
Devagar se vai ao longe. A pessoa vive por suas próprias habilidades, tem arte e sabe aproveitar todas as oportunidades que lhe surgem.
É filho de Obatalá e Oxun.
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OKARANXE OKANAXE
REZA DE OKANRANXE
Okana Xe oiyen mama muyó irolé ori efiniyan otá obani fe aba nimi abamó kaferefun Oxun, Elegbara, ati Orunmilá.
Este Odu é filho de Okanran e Oxe. Assinala inveja e traição.
É neste caminho que se amarra um homem utilizando o seu semem.
Assinala a existência de uma mulher que, por vaidade e capricho, deseja separar um casal e adquirir para si o amor do homem.
Este é um signo de loucuras. Fazer ebó com um pombo, três pratos, dois alguidares, três velas, sabão da costa e bucha vegetal. Leva-se o cliente a um rio, banha-se com o sabão e a bucha, apresenta-se o pombo à sua cabeça e solta-se com vida para que leve a loucura para longe. A bucha e o sabão usados são deixados dentro de um dos alguidares com o outro emborcado por cima. Acendem-se três velas, uma em cada prato, e arruma-se ao redor dos alguidares. Fica na beira do rio, próximo ao lugar em que foi dado o banho.
Assinala maldições e feitiços feitos há muito tempo. A pessoa tem que se apegar com Egun.
A segurança deste Odu leva penas de mocho, de águia e de gavião.
A pessoa faz ebó com duas galinhas e duas penas de ekodidé para herdar o poder e a sabedoria de seu padrinho quando este morrer.
Foi neste Odu que Xangô abandonou Oiyá, ficando depois com complexo de culpa por sua morte.
Este signo fala do sentimento de mais profundo amor do homem pela mulher e do sacrifício supremo em nome do amor.
Aqui nascem a arte de amarração do membro viril e as virtudes do esperma. Nascem as contrações vaginais na hora do orgasmo.
Aqui se cria filhos alheios. Fala da abelha que vive produzindo mel para alimentar os filhos da rainha.
Fala o papagaio branco que foi honrado por Olofin depois que seus inimigos o sujaram com epô e tinturas de várias cores.
O homem tem que ter cuidado para que a mulher com quem esteja se relacionando não colha seu esperma e o trabalhe para que só possa se excitar com ela.
Aqui falam as vestes e a coroa de Yewá. Nasceu a areia dos rios.
O dono deste signo, todas as vezes que sacrificar uma cabra para qualquer Orixá tem que beber um pouco do leite da mesma para se livrar da negatividade do Odu.
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OKARANFUN OKANAFUN
REZA DE OKANRANFUN
Okanafun Aye lobí oiyn onan tosa aguko adifafun Inle Abatá lala tinxoman Oba Alejo ajeri kobori ejá oro, omi losan. Kaferefun Oxalá, Ogun, Iya Tobi. Maferefun Elegbara ati Inle Abatá.
Este Odu é filho de Okanran e de Ofun. A pessoa tem a proteção de um caboclo.
As mulheres deste signo possuem boa cabeça, têm cargo de Iyalorixá, mas são muito pretensiosas e cheias de vaidade.
Se houver separação matrimonial, não existe possibilidade de reconciliação em decorrência do orgulho de ambos os cônjuges que não admitem ter que se rebaixar um diante do outro.
Assinala doenças nas vistas, infecções, inflamações e glaucomas.
Tem-se que cuidar da pressão arterial e de diabetes, doenças que podem afetar a visão, assim como evitar pancadas nos olhos.
Fala de deslocamento de retina, miopia, astigmatismo e cegueira noturna. Para problemas das vistas, aconselha tomar borí com ejá oro.
Quem é deste Odu tem que assentar Inle. Não pode comer coelho.
Pode se perder por excesso de despreocupação.
Este é um Odu de perseguições. Neste caminho a pessoa é perseguida por seu cônjuge, pelos inimigos ou pela justiça.
Tem que fazer ebó. Assinala inversão sexual.
É caminho de Orunmilá e de Egun.
Tem que tomar sacudimento e banhos com folhas de algodão, sempre-viva e ewe musenguene (Paritit tiliaceum, Hil.).
É um signo de inconformidade.
Assinala desobediência ao Orixá, separação em família e erupções cutâneas. Neste Odu fala Inle.
Aqui nasceu o ejá oro.
Falou-se mal de Xangô e de Oiyá.
A pessoa acumula dinheiro, mas não consegue desfrutá-lo. A maior inimiga da pessoa é uma mulher de cabelos longos.
Tem que dar comida ao Egun de sua mãe, se ela já for morta.
A pessoa passa por desgostos constantes e não sabe o que é um momento de tranqüilidade.
Tem que dar graças a Xangô que a livrou de uma grande desgraça. Deve ter muito cuidado com o fogo.
Um filho irá a um lugar onde encontrará a sorte.
Tem que cuidar melhor dos Santos para receber uma ajuda de Obatalá.
Pensa em desmanchar sua casa, mas, se o fizer, dificilmente conseguirá refazê-la. Não deve portar armas para não ficar em osogbo.







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